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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Entendendo mais sobre: Jiu jistu.


O jiu jitsu, ou arte suave é uma luta milenar que, sengundo alguns, nasceu na India, depois passou pela China até chegar no Japão, onde se cresceu e se desenvolveu. Foi trazido pro Brasil pelo Conde Koma, que ensinou a técnica para a família Gracie, que aprimorou, criando um novo modo, com alavancas e ganchos, conhecido como Brazilian Jiu jitsu.
Uma luta de jiu jitsu começa com os dois lutadores de pé como no Judô, mas depois continua no chão, no caso, tatame.
O vencedor da luta é determinado pela finalização, onde um dos lutadores encaixa um golpe e o outro bate consecutivamente no tatame ou no oponente, indicando desistência. Quem finalizar, ganha. Caso não aconteça uma até o final do tempo de luta, a vitória vai ser dada ao lutador que tiver o maior número de pontos. Não acontecendo nunca um empate.
Os pontos, de 4 à 2, são contabilizados de acordo com a execução de um golpe. Se consegue 4 pontos quando o lutador senta na barriga do adversário apoiado com os joelhos no chão e o adversário com as costas. Ou com uma pegada pelas costas, que é quando o lutador pega o adversário por trás, colocando os “ganchos” com os dois pés. p.s: só é caracterizado ponto quando os dois ganchos estiverem no adversário.
3 pontos, quando acontece uma passagem de guarda (Passar a guarda é quando o outro lutador sai da guarda do adversário e vai para o seu lado, imobilizando-o por, no mínimo, 3 segundos). 2 pontos quando realiza uma queda; joelho na barriga, que é quando o lutador imobiliza o adversário lateralmente e coloca o joelho na barriga, também por no mínimo, 3 segundos, para ganhar os pontos. Ou quando acontece uma raspagem, que é quando o lutador inverte a posição de baixo para cima.
Para não ser desclassificado ou perder pontos, o lutador não pode tirar o kimono pra lutar, usar gestos ou palavras de baixo calão para o adversário, juiz ou plateia, aplicar algum golpe proibido nas regras, arrastar para fora da área com um golpe encaixado (O atleta é desclassificado na 3ª advertência nas faltas a seguir). fugir da área, na luta em pé. Imobilizar mais de 20 segundos, sem dar movimento a luta, que é considerado amarração. O árbitro adverte verbalmente, continuando, determina o reinício da luta em pé e quem o fez perde 2 pontos e sucessivamente a desclassificação.

domingo, 27 de março de 2011

Pan- Americano 2011

O Pan-Americano de Jiu-Jitsu, que está rolando em Irvine, na Califórnia, chega ao último dia prometendo ainda muitas emoções. Ontem, as finais do absoluto foram definidas. No feminino, Luanna Alzuguir e Gabi Garcia repetiram a dobradinha do ano passado e fecharam para a Alliance. Já no masculino, Rodolfo Vieira e o atual campeão Bernardo Faria decidem hoje quem leva a categoria mais charmosa da arte suave. Além da final do absoluto, hoje acontece todas as disputas das faixas-pretas masculino e feminino. Entre os galos apenas 4 inscritos e o campeão mundial de 2001, Felipe Costa, é o favorito.

Malfacine x Caio terra na final do pluma
Entre os plumas, o favorito Bruno Malfacine confirmou o favoritismo através de vitórias. O faixa-preta da Alliance caiu de baia e finalizou dois oponentes, sendo o último o veterano Wellington Megaton, em apenas dez segundos. Agora Malfacine pega um velho conhecido seu na final: o duríssimo Caio Terra.

Quarteto da Atos fecha categoria no pena
No peso pena, a equipe Atos fechou a categoria com os irmãos Rafael e Guilherme Mendes, Bruno Frazatto e Eduardo Ramos, repetindo assim o feito do Europeu deste ano.

Alliance fecha com Michael Langhi e Lucas Lepri
Na categoria leve, Michael Langhi finalizou Jonathan Torres na semifinal, enquanto seu parceiro Lucas Lepri passou por Augusto Tanquinho na pontuação, sendo assim os atletas fecharam a categoria para a Alliance.

Claudio Calazans x Lucas Leite na final do médio
Entre os médios, Claudio Calazans derrotou Clark Gracie por pontos, enquanto Lucas Leite derrotou Gilbert Durinho em uma luta bastante apertada. Claudio Calazans e Lucas Leite fazem a grande final peso médio.

O grande favorito da categoria acima, dos meio-pesados, é André Galvão, mas nomes como Diego Gamonal e Eduardo Santoro prometem complicar. Nos pesados, os finalistas do absoluto, Rodolfo Vieira e Bernardo Faria, podem se encontrar em nova final, mas antes precisam passar por nomes do calibre de Ricardo Demente e Leo Nogueira. Entre os super pesados, o semifinalista do absoluto, Marcus Buchecha, é o grande nome ao lado de Bruno Bastos, e eles podem se encontrar na final. Na categoria mais pesada, Big Mac pode fazer a semifinal com Braga Neto, e o vencedor deve encarar Gabriel Vella na finalíssima, caso o atleta da Ryan Gracie passe por Antonio Carlos, da Alliance.

O feminino está recheado de talentos, e as favoritas ao título são Michelle Nicolini (pena); Bia Mesquita e Ana Carolina (companheiras de equipe e únicas inscritas no leve); Luanna Alzuguir, Hannette Staack e Hillary Williams (médio); Luiza Monteiro e Carolyn Stephens (únicas inscritas no meio-pesado); e Gabi Garcia, Katrina Ann e Luciana Dias (pesado).

Fonte: Tatame

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Jiu Jistu, a história

Ao contrário do que muitos pensam, o Jiu Jitsu ou 'arte suave' não nasceu no Japão. Segundo os historiadores, ele nasceu na Índia e era praticado pelos monges budistas, que não podiam usar da agressividade pra se defender. Com a expanção do budismo, o jiu jitsu percorreu o Sudeste da Ásia, passando pela China até chegar no Japão, onde ele cresceu e se popularizou. E no final do século XIX o Jiu jitsu já estava sendo ensinado em outros continentes.
Em 1915 o Jiu Jitsu chegou ao Brasil, sendo ensinada por Esai Maeda Koma, conhecido como Conde Koma. Enquanto estava aqui, Conde Koma conheceu Gastão Gracie, que levou seu filho mais velho Carlos Gracie para treinar, esse apaixonou- se pela luta e com 19 anos, foi morar no Rio de Janeiro com a família. Tendo como profissão a de lutador e professor de Jiu Jitsu, foi para Belo Horizonte e São Paulo ensinar, e em 1925 voltou para o Rio, onde abriu a Academia Gracie de Jiu Jitsu, levando seus irmãos mais novos a treinar e os ensinando disciplina e uma alimentação saudável. Na época Hélio Gracie ainda tinha só 12 anos.
Enfrentando oponentes muito mais pesados, os Gracie começaram a chamar a atenção pelo seu modo de lutar, fazendo com que o mais fraco consiga vercer um mais pesado e forte, usando estrangulamentos, alavancas, imobilização e torções. Com isso, eles criaram o novo modo, e mais usado, de luta, o Brazilian Jiu Jitsu, que é muito apreciado por lutadores de todos os lugares do mundo


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Campeão brasileiro é assassinado na Paraíba

O Jiu-Jitsu paraibano perdeu, na noite de ontem, dia 25 de janeiro, um de seus grandes nomes da arte suave atual. Rufino Gomes, mais conhecido como “Morceguinho”, atual campeão brasileiro sem quimono pela CBJJ, foi assassinado ao deixar sua academia Toca do Lutador, em Manaíra. Segundo informações do site Portal Paraíba, citando como fonte a polícia local, o lutador, que era casado e tinha uma filha recém-nascida, foi perseguido por uma moto e um carro, que fizeram vários disparos em sua direção. Apesar de a família dizer que Rufino não tinha inimizades, investiga-se a possibilidade de o crime ter relação com uma suposta briga que o atleta teria se envolvido no fim de semana anterior, durante uma festa.


Fonte: Tatame

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Vitor Belfort

 Vitor Belfort , um dos maiores lutadores de MMA do mundo, se mudou para Belo Horizonte em julho de 2005 trazendo sua família.
 O atleta que já conquistou 14 títulos mundiais de MMA nos dois principais eventos do planeta, sendo oito vezes campeão UFC nos Estados Unidos, cinco vezes compeão do Pride, no Japão e campeão do Cage Rage em Londres, em dezembro de 2005, e em 2006 iniciou sua carreira de boxe profissional conquistando a primeira vitória na categoria peso pesado em Salvador no evento Minotauro Fight III.
 Começou a praticar artes marciais aos 8 anos de idade, e já aos 16 se tornou campeão brasileiro de Jiu -Jistu com faixa azul nas categorias do seu peso e absoluto, onde competem atletas de todos os pesos. Um ano depois mudou para os Estados Unidos com seu então treinador, Carlson Gracie. Foi o lutador de Jiu- Jitsu mais novo do planeta a receber a faixa preta, aos dezessete anos.
 Em 1996, com apenas 19 anos, venceu seu primeiro torneio de MMA no Hawai, ao derrotar John Hess, um adversário com mais de 2 metros de altura e 150kg, em apenas 17 segundos de luta. No mesmo ano foi campeão do principal torneio do mundo: o UFC na categoria peso- pesado derrotando por nocaute os lutadores Tra Telligman, e Scott Ferroso na mesma noite. As duas lutas foram finalizadas em torno de um minuto cada. Além de grandes e pesados, ambos eram mais experientes com um cartel respeitável. Vitor passou a ser chamado desde então, de 'The Phenom', nome pelo qual é conhecido até hoje. Ele é considerado o atleta com as mãos mais rápidas do mundo neste esporte.


Quanto tempo você tem de carreira?
Minha primeira luta profissional foi com 18 anos, e agora estou com 26. Então, já tem um tempinho de estrada...

O que te atraiu nesse esporte?
A gente não procura entender a vida, e sim, levar adequada aos olhos de Deus. Eu entrei no esporte e venho fazer o meu melhor, para que eu possa ter um resultado bom. Sou muito feliz e fico muito feliz em poder fazer o que gosto. É estar sempre vencendo obstáculos e é muito legal vencê-los a cada dia.

Dá para viver só das lutas?
Hoje em dia você pode ter uma renda boa. Tudo na vida, quando se faz o que gosta, dá para viver. O importante é você ter uma vida saudável, íntegra.

Qual foi a sua principal conquista, tanto na vida pessoal quanto na profissional?
A principal conquista na minha vida foi aceitar Jesus. E em conseqüência dessa conquista é a vida que eu levo, venço meus obstáculos no dia-a-dia. Agora na minha carreira, a minha maior conquista, com certeza, foi meu Campeonato Mundial, o primeiro que ganhei, com 19 anos.

E qual religião você segue?
Eu penso o seguinte: eu sigo a palavra de Deus. Cada denominação tem a sua cultura, mas o importante é você aceitar Jesus, saber o que Ele tem para você e o que Ele quer de você. Minha caminhada com Jesus já tem um bom tempo.

E qual a sua pior derrota? Houve alguma?
Quando eu me desviei. Quando olhei para o homem e me decepcionei. Então, acho que a minha pior derrota foi essa.

Que conselho você dá para quem pretende seguir a mesma carreira que a sua?
Que as pessoas se cerquem de pessoas que têm algo a acrescentar. Quando você faz isso a sua vida melhora, sua vida tende a crescer. Que tenham temor a Deus e amem o próximo como a si mesmos. Respeitem os limites da vida. Tudo é lícito, mas nem tudo convém fazer.

Você não acha que o Vale Tudo incentiva a violência?
Vale Tudo é um nome que ficou muito marcado, mas hoje em dia nem existe mais, o nome é Mix Marshal Arts, o MMA (algo como “Artes Marciais Misturadas”). É um esporte que, ao contrário de incitar a violência, está desmistificando essa imagem. As pessoas estão entendendo que esse é um esporte que as tira das drogas, dá sonhos para os lutadores poderem ganhar a vida, que precisa ser apoiado. O MMA ainda vai crescer muito no Brasil.

Quantos dias uma pessoa leva para se recuperar de uma luta?
Menos que um dia. Esse esporte é menos contundente do que um futebol, do que uma carreira no futebol americano, por exemplo.

Você falou que afasta das drogas. Mas existem casos de drogas nesse meio?
Existe em tudo que é lugar. No meio de advogados, no meio empresarial. Droga, pilantra e mal-caráter estão em todo lugar. Eu já me deparei com pessoas assim e é como falei. É só olhar para o homem que a gente se decepciona. O importante é estar com os olhos em Deus e deixar que Ele guie a sua vida.

Você sonha com o MMA Olímpico? Gostaria de participar de uma olimpíada?
Olímpico, não. Meu sonho é que esse esporte possa ser respeitado no mundo e que, com certeza, tenha uma projeção muito grande.

Fonte: Site Oficial do atleta

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Mauricio Shogun

     Mauricio Milani Rua, o Shogun nasceu no dia 25 de novembro de 1981, em Curitiba. Seguindo os passos do seu irmão, Murilo Ninja, começou Muay Thay com 15 anos de idade, onde conseguiu um recorde de 10-0, e no Jiu jitsu com 17, e foi muito bem sucedido em campeonatos de faixa azul e roxa. Além do Jiu jitsu e o Muay Thay, Shogun se tornou profissional em MMA e começou a treinar também, Wrestling e Box.
     Sua carreira no MMA começou aos 20 anos, na sétima edição do Meca World Vale-Tudo e logo de cara já conseguiu duas vitórias no primeiro round e em sua última luta pelo Meca, Mauricio enfrentou Evangelista "Cyborg" dos Santos, tendo uma luta apertada, mas vencendo por nocaute técnico. Após isso, Shogun foi lutar nos Estados Unidos, no IFC (International Fighting Championship's). Lá ele precisava vencer duas lutas no mesmo dia para ser campeão, ele conseguiu vencer a primeira, mas na segunda perdeu. Apesar da derrota Shogun conseguiu impressionar a todos, e assinou contrato com o maior evento de MMA do mundo na época, o PRIDE Fighting Championships. Sua ótima atuação no PRIDE, o fez ser convidado para participar do Pride GP de 2005, depois de muitas lutas, Mauricio conseguiu conquistar o cinturão na luta contra Ricardo Arona. Essa vitória o tornou o meio-pesado mais temido do mundo e foi eleito o lutador do ano pelo Sherdog.com. Sua última luta pelo Pride, foi na revanche contra o perigoso holandês Alistair Overeem no Pride 33 em Fevereiro de 2007.
    No mesmo ano Shogun entrou pra UFC. Na UFC de 2004, ele disputou o cinturão contra Lyoto Machida, infelizmente acabou perdendo por decisão dos juízes. Mas eles marcaram uma revanche, e nessa Shogun se deu muito melhor, vencendo Machida aos 3:35 do primeiro round e conquistando o cinturão.
   Durante sua carreira, Shogun acumula notáveis vitórias contra muitos nomes consagrados do MMA mundial, como Evangelista "Cyborg" dos Santos, Quinton Jackson, Antônio Rogério Nogueira, o Minotouro, Alistair Overeem, Ricardo Arona, Mark Coleman, Kevin Randleman, Chuck Liddell, Lyoto Machida entre outros. Shogun é um dos poucos campeões de MMA que nunca foram nocauteados durante a carreira.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Hélio Gracie

     É impossível falar do Jiu Jitsu brasileiro sem citar o grande mestre Hélio Gracie, que desenvolveu um estilo próprio de lutar jiu-jítsu, utilizando alavancas que provaram que a técnica é mais importante do que qualquer força bruta e desenvolvendo uma dieta especial para lutadores. (o próximo post vai ser sobre a Dieta Gracie).
     Hélio nasceu no dia 1 de outubro de 1913, em Belém do Pará, quando era criança sua família se mudou para o Rio de Janeiro. Devido ao seu físico e a saúde deblitada, Hélio não poderia praticar jiu jitsu junto com seus irmãos, mesmo assim passou a assistir as aulas de Carlos, seu irmão mais velho, e assim criou um estilo próprio de lutar, o conhecido Brazilian Jiu Jitsu, adaptando o jiu jitsu para que qualquer pessoa pudesse praticá- lo.

"O Jiu-Jitsu que criei foi para dar chance aos mais fracos enfrentarem os mais pesados e fortes. E fez tanto sucesso, que resolveram fazer um Jiu-Jitsu de competição. Gostaria de deixar claro que sou a favor da prática esportiva e da preparação técnica de qualquer atleta, seja qual for sua especialidade. Além de boa alimentação, controle sexual e da abstenção de hábitos prejudiciais à saúde. O problema consiste na criação de um Jiu-Jitsu competitivo com regras, tempo inadequado e que privilegia os mais treinados, fortes e pesados. O objetivo do Jiu-Jitsu é, principalmente, beneficiar os mais fracos, que não tendo dotes físicos são inferiorizados. O meu Jiu-Jitsu é uma arte de autodefesa que não aceita certos regulamentos e tempo determinado. Essas são as razões pelas quais não posso, com minha presença, apoiar espetáculos, cujo efeito retrata um anti Jiu-Jitsu." Hélio Gracie
     Hélio começou sua carreira de lutas quando finalizou o lutador de boxe profissional Antonio Portugal em 30 segundos em 1932, no mesmo ano Gracie lutou contra o estadunidense Fred Ebert por 14 rounds de 10 minutos cada, até que a luta foi interrompida pela polícia. Em 1934, Hélio lutou contra Wladak Zbyszko, que era chamado de "campeão do mundo", por 3 rounds de 10 minutos, mas a luta terminou empatada. Em 1932 Hélio Gracie lutou contra o judoca Namiki, a luta terminou empatada, mas segundo a família Gracie o sinal do fim da luta tocou segundos antes que Namiki batesse o braço. Hélio enfrentou duas vezes o judoca japonês Yasuichi Ono, depois que o japonês estrangulou o irmão George Gracie em outra luta. Ele também lutou contra o judoca japonês Kato duas vezes. A primeira luta, no estádio do Maracanã terminou empatada, a segunda luta, realizada no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, Hélio ganhou estrangulando Kato. Uma de suas lutas mais famosas aconteceu no Maracanãzinho, em 1955, contra o japonês Masahiko Kimura, um dos maiores nomes das artes marciais daquele país em todos os tempos. O combate durou 3h45m e foi gravado em vídeo, sendo a luta mais longa já registrada. Mesmo tendo perdido a luta por uma chave de braço, Gracie, que pesava 63 kg contra os 100kg do japonês, revelou que chegou a ficar inconsciente durante o combate, mas recuperou-se e continou lutando até ter seu braço quebrado pelo oponente, o que forçou o seu córner a jogar a toalha, encerrando a disputa. Helio Gracie foi o último condecorado com a faixa vermelha 10º grau, graduação de grande mestre/não atingível, a falecer. O status foi dado somente aos pioneiros do jiu-jitsu, os cinco irmãos Gracie: Carlos, Oswaldo, George, Gastão e Helio.
     No dia 29 de janeiro de 2009, com 95 anos, morre Hélio Gracie, ele teve uma pneumonia, e os exames médicos apontaram uma leucemia. Sua morte deixou de luto lutadores de todos os cantos o país e até do mundo, até mesmo grandes nomes lamentaram a notícia, como Minotouro..
"Estou muito triste com essa notícia. O Helio foi praticamente quem criou o jiu-jítsu no Brasil e levantou o nome da luta no país. Não tive contato com ele, mas tenho muito respeito por ele e por toda a sua família. Ele foi um grande homem, que deve sempre ser lembrado e reverenciado por tudo que fez." - Rogério Minotouro

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A força do Jiu-Jitsu no Strikeforce

Roger finaliza Randleman. Foto: Esther Lin
     O Strikeforce se firmou como uma das grandes organizações do MMA mundial, com edições ao vivo pelo canal CBS e com a contratação de grandes astros. Entretanto, o evento é um atrativo a parte para os fãs do bom Jiu-Jitsu. Hoje, o Strikeforce reúne muitos dos maiores campeões da arte suave, além de outros lutadores talentosos, faixas-pretas que usam bem a modalidade dentro do cercado.
     Se a família Gracie tem importante papel na consolidação do Jiu-Jitsu e do MMA, seu atual maior campeão combate no cage do Strikeforce. Primeiro tricampeão mundial absoluto e maior vencedor em competições da arte suave, Roger Gracie, com três vitórias por finalização no vale-tudo, estreou no evento contra Kevin Randleman e apertou com um mata-leão.
     Bicampeão mundial absoluto, Ronaldo Jacaré é o atual campeão peso médio da organização. Outros campeões mundiais na faixa-preta que se apresentam no evento são Fabrício Werdum, que usou o Jiu-Jitsu para finalizar ninguém menos que Fedor Emelianenko; Vitor Ribeiro “Shaolin”, que combate no dia 19 de novembro; e André Galvão, que já conta com dois triunfos na organização. Por fim, o campeão meio-pesado Rafael Feijão também é faixa-preta, assim como o ex-campeão Renato Babalu.
     Saindo dos lutadores brasileiros, Shinya Aoki é mais um faixa-preta que costuma usar bem a arte suave nas lutas e se apresenta no Strikeforce, além do campeão meio-médio Nick Diaz, aluno de Cesar Gracie, que encara KJ Noons no próximo dia 8.

           Fonte: GracieMag

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Erin Toughill

     Nascida em 13 de julho de 1977, começou sua vida na luta aos 18 anos, quando começou a treinar kickboxing, em seguida, veio o Jiu Jitsu. Sob o olhar de seu treinador McCully, Toughill estreou no MMA em 27 de Setembro de 1999.
     Em menos de um ano depois ela se tornou profissional em boxe, onde detém um recorde profissional de 8 vitórias, 2 derrotas e 1 empate. Sua última luta foi com Laura Ramsey.
     Em 2007, Toughill se aposentou no MMA, mas em 20 de novembro de 2008 saiu da aposentadoria e lutou o Jan Finney.

    Erin é faixa marrom em Jiu Jitsu em James Boran, campeã do Japão ReMix Golden Gate, em 2001; e o WFusion- 2001.

Debi Purcell

Debi é conhecida por ser uma pioneira no mundo das artes marciais mistas (MMA) para as mulheres. Purcell agora detém acampamentos do carregador, treinamento e aulas para as mulheres interessadas no esporte, e aqueles que querem entrar em forma. De mães para mulheres agredidas, Purcell está disposta a trabalhar com aquelas que querem sentir a sensação de empoderamento.
Os 41 anos de idade cresceu em Huntington Beach sendo líder de torcida e estudando dança. Ela também sonhava em ter suas habilidades competitivas de ginástica para os Jogos Olímpicos. Mas ela deixou o esporte e, mais tarde tornou-se um adolescente rebelde - brincando com drogas, álcool e punk rock.
Aos 17 anos, ela foi apresentada ao tae kwon do, kickboxing, boxe e jiu-jitsu brasileiro e sua angústia adolescente evoluiu para uma paixão pela disciplina e competição.
Purcell tentou convencer os promotores do sexo masculino de que deverian incluir ela e outras mulheres em seus eventos de MMA, e acabou se tornando a primeira mulher a participar de uma luta de MMA. Ela tomou a outros títulos, ganhando inclusive o "gancho-N-Shoot Revolution" em 2002 e o "Ultimate Wrestling" evento em 2001, e sendo a primeira e unica mulher no Internacional agora, extinta Fight League. Ela espera que possa avançar em um esporte, que segundo ela, exclui ou reforça esteriótipos sobre mulheres que lutam.
"Eu quero que as mulheres sejam tratadas como iguais."

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Entrevista: Kyra Gracie

     Unica mulher da família Gracie a competir profissionalmente e considerada por muitos a melhor lutadora da história do Jiu-Jitsu, Kyra Gracie, 25 anos, já venceu quatros vezes o Campeonato Mundial e nunca perdeu para uma adversária com a mesma faixa e peso. Para saber o seu segredo, o Conexão Aluno entrevistou a atleta que, além esbanjar disposição no tatame, também planeja se casar e ter filhos. Confira a entrevista.
 
Conexão Aluno (CA) Como é ser a única mulher da família Gracie a competir profissionalmente?
    Kyra Gracie -
 É até engraçado porque as pessoas pensam que tudo foi mais fácil pra mim por ser uma Gracie. Eu fui totalmente contra a minha família para poder treinar. Hoje estou muito feliz e realizada de ter conseguido provar para todo mundo que eu era capaz. Para você ter uma ideia, eles ficam tristes quando nasce uma menina na família, mas depois de mim acho que ficou mais fácil. Hoje em dia tenho várias primas mais novas que treinam também. 

CA - Como você começou a lutar? 
     Kyra Gracie -
 Eu sempre vi os meus tios e primos treinando dentro de casa e ia assistir aos campeonatos. Comecei brincando dentro de casa mesmo, aprendendo uma coisinha aqui e outra ali. Até que a minha mãe começou a treinar e eu comecei também, aos 11 anos, mas ela parou logo depois e eu continuei. 

CA - Qual foi o seu maior incentivo?
     Kyra Gracie - 
Foi quando falaram que eu nunca ia conseguir trabalhar com isso. Muita gente me disse para eu parar de lutar, que era coisa de homem. No início queria mostrar que eu podia mesmo assim. Estava no meu primeiro ou segundo campeonato internacional e um tio me disse que estava na hora de parar, que já era suficiente. Eu tinha 15, 16 anos, nunca me esqueci disso.

CA - Você chegou a lutar com alguém que admirava?
    Kyra Gracie -
 Sim, admirava muito a Letícia Ribeiro, Hannette Quadros e Leka Vieira e acabei lutando e ganhando de todas elas. Minha primeira luta na categoria profissional foi um teste psicológico, porque eu estava competindo com meus principais ídolos. No Mundial de 2003 acabei perdendo, mas em 2004 fui campeã pela primeira vez.

CA - Quais foram as suas principais vitórias?
     Kyra Gracie -
 Ganhei quatro Campeonatos Mundiais (2004, 2006, 2008 e 2010), dois Campeonatos ADCC World Championship (2005 e 2007), cinco Campeonatos Pan-Americanos (2001, 2002, 2003, 2005 e 2007), seis Campeonatos Brasileiros (1998, 1999, 2000, 2001, 2004 e 2008), seis Campeonatos Estaduais (1998, 1999, 2000, 2001, 2002 e 2006) e um Campeonato Asiático (2006).

CA - E o que ainda não conquistou que gostaria de conquistar? 
     Kyra Gracie - Eu já ganhei todos os campeonatos, mas quero ser a melhor competidora de todos os tempos. Tenho 25 anos e muita vida pela frente. A minha intenção é ganhar vários mundiais e deixar meu nome para a próxima geração.

CA – Pretende se casar e ter filhos?
     Kyra Gracie - 
Eu sonho em me casar e ter muitos filhos. Quero cortar meu bolo de casamento com uma bonequinha de quimono rosa em cima. Estou namorando há dois anos, mas a minha rotina é muito corrida e não posso pensar nisso agora. Mais pra frente vou deixar tudo isso de lado e trabalhar como professora, quem sabe ter a minha própria academia.

CA - Além de lutar, o que você faz atualmente?
     Kyra Gracie -
 Quando morei nos Estados Unidos, acabei dando aula lá. Voltando ao Brasil, tive vontade de ensinar as crianças daqui. Iniciei um projeto social e dou aulas para 250 crianças em Vargem Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro. A minha intenção é formar campeões dentro e fora do tatame, já que o Jiu-Jitsu ensina valores para a vida toda. 

CA - Qual é o caminho das pedras para chegar até onde você já chegou?
     Kyra Gracie -
 Eu acho que o caminho das pedras é acreditar no seu sonho, mesmo com todos os problemas. Sempre coloquei metas na minha vida e trabalhei muito forte para poder alcançá-las.

CA - Se você não fosse lutadora, o que seria?
     Kyra Gracie - Eu seria uma pessoa muito infeliz, porque eu amo o que faço hoje. Adoro poder viajar o mundo para competir e palestrar sobre a minha experiência. Adoro treinar, dar aulas. Cheguei a fazer quatro períodos de Direito, mas tive que parar por causa da luta, mesmo assim ainda quero me formar. Se eu não fosse lutadora, provavelmente estaria indo para o Centro todos os dias arrumadinha para trabalhar num escritório.

                                                                              Por Carolina Nunes

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Gina Carano

        Aos 27 anos, Gina Carano se tornou a face do vale-tudo para mulheres, lutando para chegar à respeitabilidade em um esporte dominado por homens que ainda não foi aceito pelo grande cenário esportivo. Com uma carreira construída com uma participação em um reality show e uma passagem pelo programa "American Gladiators", Carano se tornou uma figura símbolo em um momento importante para seu esporte, retratada como parte sufragista, parte cobaia, parte estratagema de marketing e parte celebridade. Dentro da gaiola onde as concorrentes misturam técnicas como kickboxing, luta livre e jiu-jitsu de maneira proibida em Nova York por sua brutalidade, Carano demonstra disciplina, resistência e golpes poderosos. Os promotores a chamam de Conviction (Convicção, em tradução literal). No ano passado, durante as eliminatórias da primeira transmissão de um evento de vale-tudo no horário nobre da televisão, ela superou lutadores masculinos cujos golpes pareciam exagerados, anticlimáticos e possivelmente até mesmo ensaiados. Por causa daquela performance, ela foi recrutada para participar de um programa da rede Showtime no dia 15 de agosto, com lutadores masculinos na eliminatória. Em materiais de publicidade que fazem referência a sua beleza, os promotores não prometem nada menos do que "uma das lutas mais esperadas de todos os tempos". Matriculada em psicologia na Universidade de Nevada, Carano tinha 15 kg a mais do que o considerado necessário, nenhum rumo, estava quase perdida para as bebidas e por paquerar o namorado de outras meninas quando um amigo instrutor de muay thai resolve dizer que sua vida estava uma bagunça. Assim, a igreja da redenção esportiva ganhou outra alma perdida.
 "Eu só respondo a Deus, às vezes minha família, às vezes não, e luto", disse Carano. "Nenhum relacionamento, nenhum namorado, nenhuma amiga, só isso me mantém concentrada".
          Com o tempo, ela viajou o mundo fazendo lutas na Tailândia e acalmando parentes preocupados. Depois de um tempo ela começou a ganhar dinheiro. E em seguida ela desenvolveu um senso de missão.
 "Eu quero que seja mais fácil para que outras mulheres entrem em uma academia para lutar, porque isso mudou minha vida", ela disse. 
"Eu moro em Las Vegas onde é difícil conhecer um cavalheiro que não pense que você faz strip-tease ou é um pedaço de carne. Eu gosto do treinamento e do estilo de vida. Eu consigo acordar e me concentrar em mim mesma e em ser melhor. Todo o drama some quando você tem que pensar em alguém lhe dando um soco ou arrancando sua cabeça".

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Michelle Nicoline

Quem conhece a habilidade de Michelle Nicolini como lutadora se impressiona com sua feminilidade e calma ao falar. Nesta entrevista, a campeã do Mundial de Jiu Jitsu 2007 conta um pouco sobre sua carreira e conquistas. (Por: Marcelo Fontana)

Repórter: Michelle, qual é a sensação por ter conquistado o Mundial?
Michellle Nicolini: O Mundial é a maior conquista de um lutador de pano. Este ano queria muito vencer.

Repórter: Como foi sua campanha?
Michellle Nicolini: No início deste ano tive duas derrotas: na final da seletiva do ADCC e no Brasileiro da CBJJ. Meu psicológico estava abalado, então me dediquei somente aos treinos - Jiu Jitsu e preparação física. Estava treinando diariamente, treinei em muitos domingos inclusive. O Demian Maia abriu espaço na academia dele, então ia treinar com o Robert em São Paulo, onde o pessoal é mais competidor.

Repórter: Alguma luta em especial a marcou?
Michellle Nicolini: Ah sim... neste Mundial foi a primeira vez em que as mulheres tiveram a oportunidade de disputar o absoluto. No absoluto o bicho pega. As meninas estão com o nível muito bom, tinham algumas finalistas do ADCC inscritas. Fui bem desencanada no absoluto. Achei que minha luta mais dura foi com a Penny Thomas (Ryan Gracie). Foi minha primeira luta do campeonato, estava naquele nervosismo e meu corpo não estava bem aquecido também. Senti um pouco. O pessoal estava me orientando quanto ao tempo, e deu tudo certo.

Repórter: Você possui uma coleção invejável de títulos. Qual é o próximo passo agora?
Michellle Nicolini: É, muita gente me pergunta se penso em ir para o MMA, mas eu insisto que não. Há um tempo atrás até apareceu uma luta, mas não deu certo. Aí desencanei. Gosto mesmo é do Jiu Jitsu.

Repórter: Quais são as diferenças entre os torneios masculinos e os femininos?
Michellle Nicolini: Adoro perguntas assim porque gosto de deixar bem claro que sofremos discriminações, e até hoje ninguém me fez entender o porquê de tais diferenças. Os prêmios para homens são sempre mais altos. Há campeonatos que não têm categoria feminina. Outros, por exemplo, têm categoria absoluta valendo grana, mas não feminina. Tempo de luta, regras e pontuação são iguais. Por que somos “café com leite” algumas vezes e em outras não?!

Repórter: Sofre algum preconceito no seu dia-a-dia por ser mulher e lutadora?
Michellle Nicolini: Não, hoje em dia o pessoal me respeita dentro e fora dos tatamis. Já ouvi comentários que me deixaram triste, mas aprendi a superá-los.

Repórter: Afinal, como você chegou ao Jiu Jitsu?
Michellle Nicolini: Em 2000 parei de treinar capoeira porque o professor mudou de cidade. Tentei treinar com outro, mas não gostei. Queria fazer outra luta. Foi no início do meu namoro com o Robert Drysdale. Ele morava em Las Vegas e a gente namorava pela Internet. Comentei com ele que ia procurar Judô e ele deu a dica: “ vá fazer uma aula de Jiu Jitsu porque tem fundamentos de Judô, além de toda parte de chão. E é mais dinâmica”. Fui e acabei gostando. Com um mês de treino já estava no torneio interno da academia. Mas perdi os três primeiros campeonatos em que participei e já estava ficando traumatizada. Quando ele voltou ao Brasil, porém, passei a treinar com ele e, assim, aprendi tudo o que sei hoje.

Repórter: O Jiu Jitsu é sua única atividade profissional?
Michellle Nicolini: É minha maior prioridade. Comecei a fazer faculdade há uns três anos, mas resolvi parar porque não conseguia me dedicar como deveria ao treinamento, trabalho e estudo. Hoje trabalho quatro horas por dia, de segunda a sexta, administrando a academia do Robert. No resto do tempo me dedico aos treinos e ao lazer também, porque não sou de ferro.

Repórter: Quais são as perspectivas para o esporte de luta no país, em sua opinião?
Michellle Nicolini: Acho que, infelizmente, nosso país não valoriza o atleta em geral. E menos ainda quando o esporte não é olímpico. Lutadores são grandes ídolos em outros países, e aqui ainda são vistos pela sociedade como briguentos. Tem gente lutando por muito pouco aqui, enquanto lá fora os valores são bem diferentes. O esporte precisa que a sociedade deixe de ter preconceitos. Penso que, ao conquistarmos a sociedade, teremos muito mais adeptos, praticantes, colaboradores e maior público pedindo eventos de grande nível. Gostaria que fizessem algo para profissionalizar o Jiu Jitsu, por exemplo.

Repórter: E a dinâmica com Robert Drysdale? A cobrança é maior por conta do relacionamento entre vocês?
Michellle Nicolini: Às vezes penso que sim, mas ele diz que não. É que, por ser competidora, preciso ser mais cobrada. Num dia de TPM, hahahahaha, isso vira um problema. Ele é um ótimo professor, conhece meus defeitos e, após um campeonato, dificilmente elogia: primeiro chama minha atenção para meus erros e depois, se ganhei, elogia. Não gosto de ouvir alguém me dizer “ ah, tá bom” quando perdi. E o Robert é um excelente técnico e professor. Ele também é muito atencioso e paciente comigo.

Repórter: O que mudaria em sua carreira se pudesse voltar no tempo?
Michellle Nicolini: O ano de 2004. Eu e o Robert estávamos separados, e acho que isso mexeu com os dois. Não tivemos bons resultados. Não fui em quase nenhum campeonato. Não parei de treinar, mas diminuí o ritmo. O psicológico não estava legal. Acho que, se pudesse, não teria perdido um ano de competições.

Repórter: Quais são suas recomendações para quem deseja seguir uma carreira de sucesso no Jiu Jitsu?
Michellle Nicolini: Eu digo para não se enganar, porque o esporte ainda não tem o reconhecimento que merece. Mas se depois de algumas aulas você sentir que gosta, caia de cabeça. Entre pra valer, torne-se um competidor(a). Seus esforços serão recompensados. Muitas vezes uma conquista como o Mundial de Jiu Jitsu, por exemplo, deve ser comparada com a sensação de um alpinista que chega no pico do Everest: quando chegamos lá, pensamos que alcançamos o que muitos gostariam. Todos nós temos algo a conquistar na vida.

Fonte: ALL TV

Mackenzie Dern, mais que um rosto bonito !

Não é errado dizer que Mackenzie Dern é mais um rosto bonito entre as meninas da arte suave. Entretanto, é bom levar em conta o antigo ditado “Quem vê cara, não vê coração”. Por trás da aparência delicada há uma lutadora agressiva, atleta das mais promissoras da nova geração.
 Filho de peixe, peixinho é. O pai de Mackenzie é o faixa-preta Wellington Megaton, vencedor nas últimas cinco edições do Internacional de Masters e Seniors. Ao lado do pai coruja, a lutadora viaja pelo mundo treinando, competindo e vencendo. Depois de faturar o Mundial 2010, a estreia na faixa-roxa ocorreu no Rio Open, e foi em grande estilo.
 “No Mundial, de faixa-azul, finalizei cinco lutas na categoria e fiquei em segundo lugar no absoluto. No Rio Open finalizei duas lutas na categoria e mais quatro no absoluto. Foi bom, né?!”, analisa Mackenzie, que segue os passos dos seus grandes ídolos.
 “Me inspiro muito na Letícia Ribeiro e Beatriz Mesquita. Gosto muito da Ana Carolina Vidal. É Gracie Humaitá!”
 Ao que tudo indica, o futuro ainda reserva muitas vitórias à lutadora. E projetos não faltam.
 “Quero vencer sempre no absoluto e ir bem quando for faixa-preta, essas coisas. Quero muito, no futuro, abrir uma academia só para meninas. Acho que seria muito legal”, finaliza Mackenzie.

Fonte: GracieMag

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Carla de olho em Gabrielle e Luzia


   Treinada por Maguila na Gracie Barra Méier, Carla Cavalcante também é figura marcada nos treinos da matriz da GB, na Barra da Tijuca. Tanto trabalho duro rendeu à faixa-preta o ouro no peso e no absoluto do Rio Open, no último fim de semana, no Rio de Janeiro. Tendo disputado seis combates, Carla fez todas as adversárias baterem. A ausência da lutadora entre os destaques na cobertura do primeiro dia de disputas despertou a ira do leitor “Cadê as fotos da Carla? Assim não dá”, postou no site. 
   “Era o meu marido! Ele me disse que mandou um recado reclamando!”, se diverte Carla, perguntada pelo repórter do GRACIEMAG.com. 
   “Gostei bastante do campeonato. Esse é o meu primeiro ano de faixa-preta, vinha de uma derrota na final da Seletiva para o World Pro contra a Luzia Fernandes, não pude me inscrever no Brasileiro, então vinha focando muito nesse campeonato”, completa.
   Com duas medalhas no peito, Carla está de olho em duas pedreiras da sua categoria de peso, lutadoras que também costumam subir no alto do pódio. 
   “Tem muitas meninas muito boas lutando, entre elas a Gabrielle Garcia, que vem se destacando neste ano, e a Luzia. São duas lutadoras do meu peso e são o meu foco. A gente tem que se preparar para enfrentar sempre os melhores”, comenta. 
   Depois da vitória, agora é a hora do merecido descanso. Mas não por muito tempo:   
   “Tenho que ver as prioridades, até por questão de patrocínio. Mas o Brasileiro de Equipes e o Brasileiro sem kimono estão entre as minhas metas neste ano”, finaliza a campeã.


Fonte: GracieMag

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Mário Reis e a vitória do Jiu-Jitsu sobre Fedor

     Perguntado pelo GRACIEMAG.com sobre a amizade com Fabrício Werdum, responsável pela queda do “Último Imperador” Fedor Emelianenko no Strikeforce, Mário Reis logo interrompe:
    “Sou ainda parceirão do Werdum e estava lá na luta dele!”, diz o gaúcho.
     Mário assistiu de perto a finalização do faixa-preta, um justo triângulo. Mais que a vitória de um amigo, acredita que o feito foi um marco para toda a arte suave.
    “Acho que o Werdum representou de forma excelente o Jiu-Jitsu para todo o mundo tendo vencido, na minha opinião, o maior lutador de vale-tudo de todos os tempos. E fez isso sem dar um soco ou chute, no puro Jiu-Jitsu”, analisa.
    O triunfo serve, inclusive, como combustível de Mario para os próximos desafios. O representante da Gracie Barra Porto Alegre vai estar em ação no Rio Open.
    “Para mim foi o maior orgulho e acho que é assim para todos os lutadores de Jiu-Jitsu. Foi até uma motivação para eu competir ver a glória de um dos meus melhores amigos. Acho que hoje em dia o Werdum é um dos maiores representantes, se não o maior do Jiu-Jitsu no MMA”, declara o lutador, que lembra um pouco da amizade com o “Vai Cavalo”.
   “Somos amigos desde a infância e pegamos todas as faixas juntos, desde a branca até a preta, no mesmo dia. Sempre fomos companheiros de equipe e um sempre incentivou o outro, tanto que estava lá vendo a luta dele”, encerra.
Fonte: GracieMag

terça-feira, 20 de julho de 2010

Gilbert Durinho luta no Japão



Faixa-preta da Atos que vem fazendo frente nos principais eventos de Jiu-Jitsu, Gilbert Burns, o Durinho, segue numa série de seminários pelos Estados Unidos.
“Estou aqui na Carolina do Norte treinando e dando aulas na academia de um amigo. Sempre que venho para cá fico um tempo aqui e eles me ajudam muito. Estou muito feliz, graças a Deus tive excelentes resultados o ano todo, e vou continuar treinando para isso. Quero evoluir cada dia mais e corrigir os erros para que eles não se repitam.  Não parei de treinar desde o Mundial, nem consigo! Venho treinando com eles aqui e estou fazendo alguns seminários pelos Estados Unidos”.
Com saudade da família e namorada, Durinho volta ao Brasil no começo de agosto. Em Rio Claro, o QG da Atos, inicia a preparação para os próximos desafios.   
“Parto para o Japão em Outubro, vou lutar um desafio de submission no evento Deep X e realizar alguns seminários. Não sei o meu adversário ainda, mas, quando voltar ao Brasil, foco nos treinos para esta luta. O nosso time vai estar junto em Rio Claro e com certeza vou me preparar muito e chegar lá afiado! Eu estou querendo muito lutar o Mundial de Jiu-Jitsu sem kimono também. Vamos ver, se tudo der certo devo lutar”, diz.
“Gostaria de agradecer a Deus, a minha família, a minha namorada, aos meus patrocinadores e a todo o time, além de todos que torcem por mim por acreditar e me apoiar a cada decisão. Todos me dão motivação para ser cada dia melhor.”  
Fonte: GracieMag

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Roger Gracie é o maior recordista do jiu-jitsu.

     Roger Gracie, maior expoente da familia Gracie na atualidade, sete vezes campeão no peso, três vezes campeão mundial no absoluto, acaba de se tornar o maior competidor da história do Jiu-Jitsu. Em mais um mundial 100% eficiente, onde sofreu apenas quatro pontos em toda a competição, e só não finalizou Ricardo Demente, na final do peso. Só na final do absoluto Roger não lutou, após a lesão de Rômulo Barral.

Fonte: Faixa Preta